quinta-feira, 26 de maio de 2022

Difusão e osmose: transportes passivos

Enquanto a bomba de sódio e potássio é um tipo de transporte ativo, com gasto de energia (ATP), os processos de difusão e osmose transportam substâncias através da membrana plasmática, sem consumir energia, sendo denominados processos passivos.

E por que não ocorre gasto de energia?

Porque as substâncias são transportadas naturalmente do meio menos concentrado para o mais concentrado, devido à diferenças de gradiente, com o objetivo de igualar as concentrações interna e externa!

Há 3 tipos de transporte passivo: a difusão simples, a facilitada e a osmose. Estão representadas a seguir:

DIFUSÃO SIMPLES: transporte de solutos (moléculas pequenas e gases lipossolúveis) através da membrana plasmática. A velocidade da difusão depende do nível da diferença de gradiente, quanto maior for a diferença, maior a velocidade de difusão.

Exemplo: troca de gases (oxigênio e gás carbônico) nos alvéolos, durante a respiração. Ao chegar nos alvéolos, o oxigênio difunde-se para o sangue contido nos capilares.

DIFUSÃO FACILITADA: ocorre quando os solutos não se dissolvem em gorduras, são polares! Ou seja, não podem passar livremente pela bicamada. Então, contam com a "ajuda" de proteínas denominadas de permeases, elas são as "facilitadoras" do processo, auxiliam as substâncias apolares (exemplos: glicose e aminoácidos) a atravessarem a membrana!

Diferenças entre transporte passivo (difusão) e transporte ativo (bomba de sódio e potássio)

OSMOSE: é um tipo de difusão facilitada! É um transporte específico de água através da membrana! Em que a água contida no meio menos concentrado = com menos soluto (hipotônico) tende a passar para o  meio mais concentrado = com mais soluto (hipertônico). Ela equilibra a concentração de ambos os lados da membrana.

As proteínas transportadoras que "ajudam" a água passar pela membrana são denominadas de aquaporinas,atuam como canais!

Esquema de fluxo de água durante a osmose

Para reforçar:

Solução hipotônica: baixa concentração de solutos, logo: baixa pressão osmótica.

Solução hipertônica: alta concentração de solutos, logo: alta pressão osmótica.

Solução isotônica: concentração de soluto = pressão osmótica = equilíbrio.

Transporte de água: hipertônico --> hipotônico = isotônico

Exemplos: ação da osmose em células animais e vegetais, colocadas em meios hipotônicos, isotônicos e hipertônicos:

Ver a imagem de origem 

- Em um meio hipertônico, as células tendem a murchar pois perdem água para o meio, ocorre a plasmólise.

- No entanto, uma célula em um meio hipotônico tende a receber água e a inchar/ficar túrgida, ocorre a turgência.

- Em meio isotônico, elas se encontram no seu estado normal, em equilíbrio.

Obs: a parede celular rígida das células vegetais, impedem que as células vegetais lisem (rompam) a membrana, quando sofrem turgência.

Existe osmose reversa?

Sim, a osmose pode acontecer "ao contrário".

Mas como?

Ocorre mediante a aplicação de uma pressão maior que a pressão osmótica, permitindo que a água se locomova de um meio hipertônico para um hipotônico.

A membrana é semipermeável, permite a passagem de água e os solutos ficam retidos.

Esquema de osmose reversa

A osmose reversa ocorre, por exemplo, no processo chamado de dessalinização, em que água salgada é transformada em água doce.

A seguir, experimento sobre a ação da osmose em células vegetais, utilizando alface: 

TÓPICOS ABORDADOS

1. Diferença entre transporte ativo e passivo

2. Tipos de transporte passivo

3. Difusão simples

4. Difusão facilitada

5. Osmose

- Soluções hipotônica, hipertônica e isotônica

6. Osmose reversa

 

 

 



sexta-feira, 6 de maio de 2022

Matriz de referência ENEM - Ciências da Natureza

Competência de área 1 – Compreender as ciências naturais e as tecnologias a elas associadas como construções humanas, percebendo seus papéis nos processos de produção e no desenvolvimento econômico e social da humanidade.

H1 – Reconhecer características ou propriedades de fenômenos ondulatórios ouoscilatórios, relacionando-os a seus usos em diferentes contextos.

H2 – Associar a solução de problemas de comunicação, transporte, saúde ou outro, com o correspondente desenvolvimento científico e tecnológico.

H3 – Confrontar interpretações científicas com interpretações baseadas no senso comum, ao longo do tempo ou em diferentes culturas.

H4 – Avaliar propostas de intervenção no ambiente, considerando a qualidade da vida humana ou medidas de conservação, recuperação ou utilização sustentável da biodiversidade.

 

Competência de área 2 – Identificar a presença e aplicar as tecnologias associadas às ciências naturais em diferentes contextos.

H5 – Dimensionar circuitos ou dispositivos elétricos de uso cotidiano.

H6 – Relacionar informações para compreender manuais de instalação ou utilização de aparelhos, ou sistemas tecnológicos de uso comum.

H7 – Selecionar testes de controle, parâmetros ou critérios para a comparação de materiais e produtos, tendo em vista a defesa do consumidor, a saúde do trabalhador ou a qualidade de vida.

 

Competência de área 3 – Associar intervenções que resultam em degradação ou conservação ambiental a processos produtivos e sociais e a instrumentos ou ações científico-tecnológicos.

H8 – Identificar etapas em processos de obtenção, transformação, utilização ou reciclagem de recursos naturais, energéticos ou matérias-primas, considerando processos biológicos, químicos ou físicos neles envolvidos.

H9 – Compreender a importância dos ciclos biogeoquímicos ou do fluxo energia para a vida, ou da ação de agentes ou fenômenos que podem causar alterações nesses processos.

H10 – Analisar perturbações ambientais, identificando fontes, transporte e(ou) destino dos poluentes ou prevendo efeitos em sistemas naturais, produtivos ou sociais.

H11 – Reconhecer benefícios, limitações e aspectos éticos da biotecnologia, considerando estruturas e processos biológicos envolvidos em produtos biotecnológicos.

H12 – Avaliar impactos em ambientes naturais decorrentes de atividades sociais ou econômicas, considerando interesses contraditórios.

 

Competência de área 4 – Compreender interações entre organismos e ambiente, em particular aquelas relacionadas à saúde humana, relacionando conhecimentos científicos, aspectos culturais e características individuais.

H13 – Reconhecer mecanismos de transmissão da vida, prevendo ou explicando a manifestação de características dos seres vivos.

H14 – Identificar padrões em fenômenos e processos vitais dos organismos, como manutenção do equilíbrio interno, defesa, relações com o ambiente, sexualidade, entre outros.

H15 – Interpretar modelos e experimentos para explicar fenômenos ou processos biológicos em qualquer nível de organização dos sistemas biológicos.

H16 – Compreender o papel da evolução na produção de padrões, processos biológicos ou na organização taxonômica dos seres vivos.

 

Competência de área 5 – Entender métodos e procedimentos próprios das ciências naturais e aplicá-los em diferentes contextos. 

H17 – Relacionar informações apresentadas em diferentes formas de linguagem e representação usadas nas ciências físicas, químicas ou biológicas, como texto discursivo, gráficos, tabelas, relações matemáticas ou linguagem simbólica.

H18 – Relacionar propriedades físicas, químicas ou biológicas de produtos, sistemas ou procedimentos tecnológicos às finalidades a que se destinam.

H19 – Avaliar métodos, processos ou procedimentos das ciências naturais que contribuam para diagnosticar ou solucionar problemas de ordem social, econômica ou ambiental.

 

Competência de área 6 – Apropriar-se de conhecimentos da física para, em situações problema, interpretar, avaliar ou planejar intervenções científico-tecnológicas. 

H20 – Caracterizar causas ou efeitos dos movimentos de partículas, substâncias, objetos ou corpos celestes.

H21 – Utilizar leis físicas e (ou) químicas para interpretar  processos naturais ou tecnológicos inseridos no contexto da termodinâmica e(ou) do eletromagnetismo.

H22 – Compreender fenômenos decorrentes da interação entre a radiação e a matéria em suas manifestações em processos naturais ou tecnológicos, ou em suas implicações biológicas, sociais, econômicas ou ambientais.

H23 – Avaliar possibilidades de geração, uso ou transformação de energia em ambientes específicos, considerando implicações éticas, ambientais, sociais e/ou econômicas.

 

Competência de área 7 – Apropriar-se de conhecimentos da química para, em situações problema, interpretar, avaliar ou planejar intervenções científico-tecnológicas.

H24 – Utilizar códigos e nomenclatura da química para caracterizar materiais, substâncias ou transformações químicas.

H25 – Caracterizar materiais ou substâncias, identificando etapas, rendimentos ou implicações biológicas, sociais, econômicas ou ambientais de sua obtenção ou produção.

H26 – Avaliar implicações sociais, ambientais e/ou econômicas na produção ou no consumo de recursos energéticos ou minerais, identificando transformações químicas ou de energia envolvidas nesses processos.

H27 – Avaliar propostas de intervenção no meio ambiente aplicando conhecimentos químicos, observando riscos ou benefícios. 

Competência de área 8 – Apropriar-se de conhecimentos da biologia para, em situações problema, interpretar, avaliar ou planejar intervenções científico-tecnológicas. 

H28 – Associar características adaptativas dos organismos com seu modo de vida ou com seus limites de distribuição em diferentes ambientes, em especial em ambientes brasileiros.

H29 – Interpretar experimentos ou técnicas que utilizam seres vivos, analisando implicações para o ambiente, a saúde, a produção de alimentos, matérias primas ou produtos industriais.

H30 – Avaliar propostas de alcance individual ou coletivo, identificando aquelas que visam à preservação e a implementação da saúde individual, coletiva ou do ambiente.


A seguir, um vídeo explicativo sobre a matriz de referência de Ciências da Natureza e suas Tecnologias:

 
 

 

quarta-feira, 4 de maio de 2022

Bomba de sódio e potássio: transporte ativo

A célula apresenta um envoltório que a separa do meio externo, denominado de membrana plasmática. Essa membrana é fluida e apresenta canais proteicos que permitem a passagem de determinados tipos de substâncias, definindo a sua permeabilidade seletiva.

Existem alguns íons que são fundamentais para o funcionamento e equilíbrio celular, presentes em concentrações diferenciadas entre o meio intra e o meio extracelular.

*íons são elementos químicos que perdem (cátions) ou ganham (ânions) elétrons. Os que ganham ficam carregados positivamente, e os que perdem ficam negativamente carregados.

Para manter as concentrações adequadas desses íons, existem as bombas de sódio e potássio, que são uma forma de transporte ativo, ou seja, com gasto de energia na forma de ATP (Trifosfato de Adenosina).

É importante conhecer o transporte ativo de íons por meio das bombas de sódio e potássio, pois esse processo está relacionado com a contração muscular e com o funcionamento do sistema nervoso, pois as bombas possibilitam a transmissão de impulsos nervosos.

Sendo assim, irei lhe apresentar mais detalhes sobre o assunto, vamos lá! 

COMO FUNCIONA UMA BOMBA DE SÓDIO E POTÁSSIO?

O sódio é representado pelo íon (cátion) Na+ e o potássio pelo íon (cátion) K+. Elementos carregados positivamente, pois perderam elétrons.

Normalmente, a concentração de  de Na+ é maior no meio extracelular e a de K+ é maior dentro da célula. A imagem, a seguir, representa as concentrações naturais do sódio e do potássio no meio intra e extracelular:

Concentrações de sódio e potássio na célula em condições normais.

Como os solutos tendem a manter um equilíbrio em suas concentrações, através do processo de difusão, o Na+ entra na célula e o K+ sai para o meio extracelular!
 
*Difusão: transporte passivo (sem gasto de energia), em que as partículas se locomovem do meio mais concentrado para o menos concentrado. Isso é possível devido a quantidade de energia cinemática existente nessas partículas (íons).
 
Porém esse processo de difusão não é adequado para o funcionamento do metabolismo celular, é necessário que haja diferença de concentração de íons entre o meio externo e interno da célula (como evidenciado na imagem anterior, com maior concentração de potássio dentro da celular e maior concentração de sódio fora) e é aqui que entra a bomba de sódio e potássio na história! Ela vai promover essa diferença!
 
A bomba de sódio e potássio precisa de dois fatores para poder funcionar:
 
A) A presença de proteínas transmembranas (com sítios de ligação para os íons Na+ e K+) na bicamada celular;
B) O gasto de Energia (ATP se converte em ADP), por isso é um transporte ativo.
 
E ocorre através das seguintes etapas:
 
1. O Na+ intracelular se liga a proteína transmembrana e o ATP também. O ATP (Adenosina trifosfato) perde um fosfato após se ligar à proteína, sendo liberado na forma de ADP (Adenosina difosfato).
 
2. O fosfato que foi perdido pelo ATP fica ligado à proteína e isso altera a estrutura tridimensional dela, provocando a saída de 3 íons de Na+ da célula para o meio extracelular.
 
3. Logo após a saída do Na+, 2 íons K+ se ligam aos seus sítios na proteína transmembrana. Provocando a liberação do grupo fosfato, a volta da forma normal da proteína e com isso, a entrada de 2 íons K+ na célula!

Dica: compare o fosfato "perdido" pelo ATP, com um "passe" ou uma "chave" - pois ao se ligar à proteína, muda a sua forma, permite a entrada e saída do íons! 
 
Observe, atentamente, as etapas na imagem abaixo:

Bomba de Sódio e Potássio: o que é, como funciona e transporte ativo - Toda  Matéria
Funcionamento da bomba de sódio e potássio

TÓPICOS ABORDADOS

1. Definição de íons
2. Definição de bombas de sódio e potássio 
3. Funcionamento das bombas de sódio e potássio
- Concentrações adequadas de Na+ e K+ dentro e fora da célula
-Tendência ao equilíbrio através da difusão
- Necessidade de diferenças na concentração entre o meio interno e externo - Atuação da bomba
4. Fatores que permitem o funcinamento da bomba
- Proteínas transmembranas
- Energia na forma de ATP
5. Etapas do processo de transporte ativo pela bomba



 
 
 
 
 



 

quarta-feira, 27 de abril de 2022

Gorduras saturadas, monoinsaturadas, poli-insaturadas e trans

As gorduras, apesar de serem compreendidas como vilãs por muitos, apresentam várias funções importantes, como: reserva de energia, isolantes térmicos (equilíbrio térmico), captação de gorduras lipossolúveis (A, D, E, K), compor a membrana celular, e ainda serem utilizadas para a produção de hormônios, dentre outras funções.

Ver a imagem de origem

Mesmo com tantas aplicações, existem problemas associados como o consumo desequilibrado de lipídios, principalmente com alguns tipos de gorduras. Devido a isso, é de grande relevância conhecê-las, para assim buscar promover uma alimentação mais equilibrada e saudável.

Quanto a sua composição, as gorduras são formadas por glicerol (álcool) e ácidos graxos (cadeias de carbono e hidrogênio, com um grupo éster na extremidade):

Ver a imagem de origem
Componentes químicos das gorduras

A forma química pode apresentar algumas alterações, o que define a existência de diferentes tipos de lipídios. O lipídio, representado na imagem anterior, é um triglicerídio ou triacilglicerol (1 glicerol + 3 ácidos graxos), há também os fosfolipídios (componentes da membrana celular), os cerídios (as ceras), os esteróides (mais popular é o colesterol).

Os triglicérides  representam as gorduras no sangue, são obtidos através do consumo de alimentos gordurosos e com riqueza de carboidratos (açúcares) - doces, massas, arroz... O consumo em excesso desses alimentos pode provocar doenças cardiovasculares.

Vamos conhecer mais um pouco sobre os triglicerídeos! ;)

GORDURAS SATURADAS

Apresentam apenas ácidos graxos com ligações químicas simples (C - C) na sua estrutura, veja:

Suas fontes principais são: carne e seus derivados, manteiga, leite e laticínios... Em temperatura ambiente, frequentemente, encontram-se sólidas.

Em excesso podem aumentar a dislipidemia, e aumentar o colesterol total e o ruim (LDL), apesar disso, há estudos que não recomendam a sua retirada total da alimentação! É Essencial que sejam consumidos com moderação.

GORDURAS MONOINSATURADAS

Presença de uma insaturação (ligação dupla C = C) na estrutura química entre carbonos de um dos seus ácidos graxos:

 
Gordura insaturada
 
Encontradas, geralmente, em óleos vegetais (canola, girassol), azeite de oliva, oleaginosas (castanhas, amêndoas e nozes) e no abacate.

Geralmente, são um pouco mais viscosas que as gorduras poli-insaturadas, sendo líquidas em temperatura ambiente, e sólidas quando resfriadas.

Ajudam a controlar os níveis de colesterol!

GORDURAS POLI-INSATURADAS

Poli significa várias! Portanto, possuem mais de uma insaturação na sua estrutura:

Suas principais fontes são: óleos vegetais e óleos de peixes (sardinha, salmão, pescada), nozes, sementes de linhaça e soja.

Por apresentarem várias ligações duplas (insaturações), são menos viscosas que as monoinsaturadas. Também são líquidas em temperatura ambiente e se tornam sólidas quando resfriadas.

São substanciais para o organismo por ajudarem a diminuir os níveis de LDL, quando são consumidas em substituição às gorduras saturadas. 

GORDURAS TRANS

Os hidrogênios da insaturação encontram-se em lados opostos!

 

Ver a imagem de origem

Tipos de gordura oriunda do processo de hidrogenação industrial de óleos vegetais, transformando os óleos líquidos em gorduras sólidas quando estão em temperatura ambiente. Sua aplicação é comum em produtos como biscoitos, bolos, tortas... Ou seja, em produtos industrializados, para garantir maior textura e aumentar o prazo de validade.


São gorduras muito prejudiciais à saúde por diminuírem os níveis de HDL (colesterol bom) e elevar o LDL (colesterol ruim).

"Mas eu amo comer besteiras, poxa". Calma, não esqueça que o equilíbrio é  o melhor caminho.

TÓPICOS ABORDADOS

1. Introdução

2. Definição de Triglicerídeos/triacilglicerol

3. Tipos triglicerídeos/gorduras

- Gorduras saturadas

- Gorduras monoinsaturadas

- Gorduras poli-insaturadas

- Gorduras trans



 



quinta-feira, 14 de abril de 2022

Metabolismo e Enzimas

 1. METABOLISMO

Série de reações químicas que ocorrem nos seres vivos, transformando os componentes químicos que os constituem. O metabolismo se divide em: reações de síntese (anabolismo) e reações de desassimilação (catabolismo).

1.1 ANABOLISMO

Reações de biossíntese, dependentes de energia, que utilizam moléculas precursoras menores e simples para obtenção de componentes mais complexos (assimilação).

Exemplos: fotossíntese, quimiossíntese, síntese proteica, síntese de carboidratos e proteínas, mitose, musculação.

Hormônios anabólicos: insulina, testosterona, estrógeno...

1.2 CATABOLISMO

Reações que degradam compostos complexos, produzindo energia e gerando moléculas mais simples (desassimilação).

Exemplos: digestão, respiração celular, fermentação, exercício físico aeróbico, etc.

Hormônios catabólicos: cortisol, glucagon, adrenalina, citocinas...

Diferenças entre anabolismo e catabolismo:

 

- Anabolismo e catabolismo são processos metabólicos opostos e complementares, é necessário que ocorram em equilíbrio para que o organismo funcione adequadamente.

- O catabolismo produz energia em forma de ATP (trifosfato de adenosina), que é utilizada nas reações anabólicas.

2. ENZIMAS

São proteínas catalisadoras, isto é, aceleram as reações químicas, sem alterá-las e sem serem alteradas. Apresentam alta especificidade com o seu substrato, catalisando reações específicas.

As enzimas diminuem a energia de ativação (energia mínima necessária para uma reação química ocorrer). 

2.1 SUBSTRATO

Composto ou molécula que interage com o sítio ativo da enzima. A grande especificidade enzima-substrato está relacionada com à forma tridimensional de ambos. Se encaixam perfeitamente, o que caracteriza a Teoria Chave-Fechadura.

Sítio ativo: pequeno local da enzima onde ocorre a reação química, onde o substrato se liga.

OBS: após ocorrer a reação, a enzima continua quimicamente intacta, podendo ser usada novamente no

mesmo tipo de reação.

Nomenclatura de enzimas: geralmente, o nome dessas proteínas é baseado no tipo de substrato que elas atuam mais o sufixo ase.

Exemplos: proteases (atuam sobre proteínas), lipases (atuam sobre lipídios), amilases (degradam o amido), etc.

Algumas exceções: ptialina, pepsina, tripsina.

2.2 FATORES QUE AFETAM A ATIVIDADE ENZIMÁTICA

a) Temperatura: a velocidade das reações químicas aumenta com a elevação da temperatura até um limite (temperatura ótima). Após o limite, ocorre desnaturação proteica, alterando a forma da enzima, a inativando.

Efeito da temperatura na ação enzimática

Comparação entre temperaturas ótimas de enzimas humanas e de bactérias extremófilas

b) pH: índice que informa o quanto uma solução é ácida, neutra ou básica. A escala varia de 0-14, em que: o pH = 7 é neutro; pH abaixo de 7 = ácido e pH acima de 7 = básico.

Cada enzima tem um pH ótimo, alterações no pH podem desnaturar as enzimas, inativando-as.

Exemplos: pH ótimo da pepsina (produzida no estômago) = 2 (ácido); pH ótimo da tripsina (produzida no pâncreas) = 8.


Comparação entre o pH ótimo da pepsina (ácido) e o pH ótimo da tripsina (básico)

2.3 RELAÇÃO DA VELOCIDADE DA REAÇÃO COM A CONCENTRAÇÃO DE SUBSTRATOS

A velocidade da reação aumenta com a concentração de substratos, porém se torna constante quando a concentração de enzimas é menor que a de substratos.

Cada enzima é capaz de catalisar uma reação por vez! Portanto, quando todas as enzimas já estiverem ligadas aos substratos, o excedente de substratos deve "aguardar" a disponibilidade dessas enzimas, por isso a taxa de reação diminui com a diminuição das enzimas disponíveis.

Dica: imagine que os substratos serão transportados em barcos (as enzimas) para atravessar um rio (a reação), e há uma quantidade limitada de barcos. Se a quantidade de enzimas for menor que a de substratos, em determinado momento, todos os "barcos estarão ocupados". É necessário que eles concluam a travessia para transportar outros passageiros!

 No gráfico, a reta crescente passa a se tornar uma constante, onde todas as enzimas estão ligadas a substratos.

Relação entre a taxa de reação e a concentração de substrato

Geralmente, a concentração de enzimas é menor que a de substratos, devido a isso, a concentração de enzima e a atividade enzimática são diretamente proporcionais.

TÓPICOS ABORDADOS

1.Metabolismo: anabolismo e catabolismo

2. Enzimas

- Substrato

- Complexo enzima/substrato

- Nomenclatura de enzimas

3. Fatores que alteram a atividade enzimática: temperatura e pH

4. Relação da velocidade da reação com a concentração de substratos

  EXERCÍCIOS

1.(MACK-SP) Para inibir a ação de uma enzima, pode-se fornecer à célula uma substância que ocupe o sítio ativo dessa enzima. Para isso, essa substância deve:

A) Estar na mesma concentração da enzima.

B) Ter a mesma estrutura espacial do substrato da enzima.

C) Recobrir toda a molécula da enzima.

D) Ter a mesma função biológica do substrato da enzima.

E) Promover a desnaturação dessa enzima.

2. (UEMS) Qual o composto biológico que tem como função facilitar e aumentar a velocidade das reações envolvendo biomoléculas orgânicas nas células?

A) Esteroides

B) Carboidratos

C) Polissacarídios

D) Lipídios

E) Proteína com função enzimática

03. (UESPI) O funcionamento dos organismos vivos depende de enzimas, as quais são essenciais às reações metabólicas celulares. Essas moléculas:

A) Possuem cadeias nucleotídicas com dobramentos tridimensionais que reconhecem o substrato numa reação do tipo chave-fechadura.

B) Diminuem a energia de ativação necessária à conversão dos reagentes em produtos.

C) Aumentam a velocidade das reações químicas quando submetidas a pH maior que 8,0 e menor que 6,0.

D) São desnaturadas em temperaturas próximas de 0°C, paralisando as reações químicas metabólicas.

E) São consumidas em reações metabólicas exotérmicas, mas não alteram o equilíbrio químico.

04. (Mackenzie-SP) Considerando-se a definição de enzimas, assinale a alternativa correta.

I. São catalisadores orgânicos, de natureza protéica,

sensíveis às variações de temperatura.

II. São substâncias químicas, de natureza lipídica, sendo consumidas durante o processo químico.

III. Apresentam uma região chamada sítio ativo, à qual se adapta a molécula do substrato.

A) Apenas a afirmativa I é correta.

B) Apenas as afirmativas II e III são corretas.

C) Apenas as afirmativas I e III são corretas.

D) Todas as afirmativas são corretas.

E) Nenhuma afirmativa é correta.

 

05. (UPF/2015.2) A maioria das reações metabólicas de um organismo somente ocorre se houver a presença de enzimas. Sobre as enzimas, analise as afirmativas abaixo.

I. A ação enzimática sofre influência de fatores como temperatura e potencial de hidrogênio; variações nesses fatores alteram a funcionalidade enzimática.

II. São formadas por aminoácidos e algumas delas podem conter também componentes não proteicos adicionais, como, por exemplo, carboidratos, lipídios, metais ou fosfatos.

III. Apresentam alteração em sua estrutura após a reação que catalisam, uma vez que perdem aminoácidos durante o processo.

IV. A ligação da enzima com seu respectivo substrato tem elevada especificidade. Assim, alterações na forma tridimensional da enzima podem torná-la afuncional, porque impedem o encaixe de seu centro ativo ao substrato.

 

Está correto apenas o que se afirma em:

A) I, II e IV.

B) I , II e III.

C) II, III e IV.

D) III e IV.

E) I, III e IV.

06. Observe as afirmativas abaixo e marque aquela que melhor explica o que é metabolismo:

A) Toda reação química que garante a síntese de substâncias em nosso organismo.

B) Toda reação química que promove a degradação de substâncias em nosso organismo.

C) Conjunto de todas as reações químicas que ocorrem em nosso corpo.

D) Conjunto de todas as reações químicas que utilizam energia.

E) Conjunto de todas as reações químicas que produzem energia.

07. Sobre o catabolismo, marque a alternativa correta:

A) No catabolismo ocorrem a degradação e a síntese de biomoléculas.

B) No catabolismo ocorre a produção de ATP.

C) No catabolismo, a síntese de moléculas leva à

produção de grande quantidade de ATP.

D) Um exemplo de catabolismo é a produção de proteínas.

E) O catabolismo ocorre sempre quando o corpo não necessita de energia.

08. (ENEM 2018) Anabolismo e catabolismo são processos celulares antagônicos, que são controlados principalmente pela ação hormonal. Por exemplo, no fígado a insulina atua como um hormônio com ação anabólica, enquanto o glucagon tem ação catabólica e ambos são secretados em resposta ao nível de glicose sanguínea.

Em caso de um indivíduo com hipoglicemia, o hormônio citado que atua no catabolismo induzirá o organismo a

 A) Realizar a fermentação lática.

 B) Metabolizar aerobicamente a glicose.

 C) Produzir aminoácidos a partir de ácidos graxos.

 D) Transformar ácidos graxos em glicogênio.

 E) Estimular a utilização do glicogênio.

 

09. (FMP/2016) O gráfico a seguir mostra como a concentração do substrato afeta a taxa de reação química:

O modo de ação das enzimas e a análise do gráfico permitem concluir que

 

A) Todas as moléculas de enzimas estão unidas às moléculas de substrato quando a reação catalisada atinge a taxa máxima.

B) Com uma mesma concentração de substrato, a taxa de reação com enzima é menor que a taxa de reação sem enzima.

C) A reação sem enzima possui energia de ativação menor do que a reação com enzima.

D) O aumento da taxa de reação com enzima é inversamente proporcional ao aumento da concentração do substrato.

E) A concentração do substrato não interfere na taxa de reação com enzimas porque estas são inespecíficas.

 

Respostas: 1 - B, 2 - E, 3 - B, 4 - C, 5 - A, 6 - C, 7 - B, 8 - E, 9 - A.

 

 




Videoaulas: Educação Ambiental (Ensino Fundamental)

Os vídeos a seguir são resultado da minha parceria com a Empresa Ecossis Soluções Ambientais, para o programação de Educação Ambiental da El...